Os medicamentos vendidos no Brasil podem ter reajuste de até 3,81% a partir de abril, conforme resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O percentual máximo autorizado vale para uma parte dos produtos, enquanto outras categorias terão tetos menores, de acordo com o nível de concorrência no mercado.
Na prática, o reajuste médio permitido por lei ficará em até 2,47%, índice apontado pela Anvisa como o menor dos últimos 20 anos e também abaixo da inflação acumulada em 12 meses, de 3,81%. O movimento mantém a trajetória de queda dos reajustes desde 2023, depois de anos em que os percentuais chegaram a ultrapassar 10%.
O reajuste deve impactar cerca de 13 mil apresentações de medicamentos disponíveis no mercado brasileiro. A regra prevê três faixas de aumento máximo: até 3,81% para medicamentos com maior concorrência, até 2,47% para os de concorrência intermediária e até 1,13% para os de pouca ou nenhuma concorrência.
Apesar da autorização, a alta não é automática nem obrigatória de forma imediata para todos os remédios. Isso porque o percentual definido funciona como teto máximo, e fabricantes, distribuidores e farmácias podem aplicar reajustes diferentes dentro desse limite, conforme a categoria do produto e a dinâmica do mercado.
Entre os medicamentos que costumam aparecer nas faixas mais altas de reajuste estão alguns usados no tratamento de hipertensão, colesterol e outras doenças de grande concorrência no mercado. Em listas citadas por veículos que repercutiram a medida, aparecem princípios ativos como losartana, enalapril, captopril, atenolol e metformina, entre outros. Essa relação, porém, pode variar conforme a apresentação e o enquadramento regulatório de cada produto.
O tema volta ao centro da atenção dos consumidores por mexer diretamente com o orçamento das famílias, especialmente de quem depende de medicamentos de uso contínuo. Mesmo sendo o menor reajuste em quase duas décadas, a correção já passa a valer neste início de abril e deve ser observada gradualmente nas prateleiras das farmácias em todo o país.

