Durante a pandemia da Covid-19, muitas notícias falsas sobre vacinas e medicamentos circularam pela internet. Mesmo após o fim da emergência sanitária, casos de desinformação continuam surgindo, principalmente quando novas doenças ganham destaque. Um exemplo recente foi um surto de hantavirose registrado em abril deste ano em um cruzeiro.
Nas redes sociais, publicações passaram a afirmar, de forma falsa, que a hantavirose estaria registrada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela farmacêutica Pfizer como um possível efeito colateral da vacina contra a Covid-19. A informação foi desmentida pelas duas instituições.
A vacina contra a Covid-19 foi aprovada no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, conforme consta na bula do imunizante, não existe qualquer relação entre a vacinação e a hantavirose.
Desinformação continua
Esse tipo de notícia falsa não é novidade. Em 2024, após a OMS declarar a Mpox como emergência de saúde pública internacional, começaram a circular conteúdos afirmando que a doença seria um efeito colateral da vacina contra a Covid-19.
A alegação é falsa. Não há qualquer evidência científica que comprove essa relação. A Mpox é uma doença viral transmitida pelo contato com pessoas infectadas ou materiais contaminados. Ela é causada pelo vírus MPXV, da família Poxviridae.

