Inadimplência cai pelo quarto mês seguido em SC
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Com a queda, estado ficou abaixo da média nacional pela 1ª vez em mais de seis meses.

A inadimplência voltou a recuar em Santa Catarina e registrou queda pelo quarto mês consecutivo em fevereiro. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Fecomércio-SC em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo o levantamento, o percentual de famílias com contas em atraso no estado caiu de 29,8% em janeiro para 28,1% em fevereiro, uma redução de 1,7 ponto percentual. Em outubro do ano passado, o índice havia atingido o maior nível da série recente.

De acordo com a economista da Fecomércio, Edilene Cavalcanti, a queda está relacionada ao aumento da renda disponível, que permitiu aos consumidores quitar dívidas atrasadas e até planejar novas compras.

Com o recuo, Santa Catarina ficou abaixo da média nacional pela primeira vez em mais de seis meses. No Brasil, a taxa de inadimplência foi de 29,3% em fevereiro.

Apesar da melhora, a economista alerta que o indicador ainda está acima dos níveis registrados no início do ano e que o comportamento da economia nos próximos meses será determinante para a continuidade da queda.

Entre os fatores que podem influenciar o cenário estão questões internacionais, como conflitos no Oriente Médio, e o ambiente político e econômico do país, que impactam diretamente a taxa de juros e o poder de compra das famílias.

Endividamento segue estável

Já o índice de famílias endividadas em Santa Catarina apresentou pouca variação. O percentual passou de 72,9% em janeiro para 72,8% em fevereiro.

Mesmo assim, o número ainda está abaixo da média nacional, que atingiu 80,2% no mesmo período.

Segundo a Fecomércio, o endividamento não é necessariamente um problema, já que muitas famílias recorrem a financiamentos para adquirir bens de maior valor, como imóveis e veículos.

O alerta ocorre quando as dívidas deixam de ser pagas, gerando inadimplência. Ainda assim, a pesquisa aponta que houve leve redução no número de famílias que afirmaram não ter condições de quitar as contas em atraso, após alta registrada no ano passado.