Uma clínica de cirurgia plástica clandestina foi interditada nesta semana após fiscalização realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com apoio da Vigilância Sanitária em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Durante a inspeção, os fiscais encontraram produtos sem qualquer identificação, incluindo um galão com líquido semelhante a silicone. Também foram localizados produtos falsificados utilizados para preenchimento cutâneo.
Entre os materiais apreendidos estavam frascos de 300 ml rotulados como “Linnea Safe Body Hidrogel”, com número de registro da Anvisa e validade vencida em 2022. Após verificação, a agência constatou que o registro pertence a um produto regular chamado Linnea Safe, indicado para preenchimentos reparadores.
No entanto, a empresa responsável informou que não fabrica o produto em frascos de 300 ml, apenas em seringas pré-preenchidas de 1, 3 ou 5 ml, o que indica possível falsificação.
Os fiscais também encontraram cânulas, próteses de silicone e equipamentos de sucção sem comprovação de esterilização, além de lixo biológico descartado de forma inadequada dentro do consultório.
Uma amostra do material identificado foi recolhida para análise laboratorial. Diante dos indícios de atividade criminosa, a polícia também foi acionada.
Segundo a Vigilância Sanitária, o local não possuía licença sanitária nem alvará de funcionamento, caracterizando a atuação como clínica clandestina.

