Uma italiana de 67 anos voltou a enxergar após passar por um transplante ocular considerado inédito no mundo. O procedimento foi realizado por médicos do Hospital Molinette, em Turim, e utilizou tecidos saudáveis de um dos olhos da paciente para reconstruir o outro.
A cirurgia conseguiu transferir, pela primeira vez, a mácula, região central da retina responsável pela visão de detalhes e pela percepção das imagens com maior nitidez.
Como a paciente perdeu a visão?
Segundo o hospital, a paciente identificada como Elena perdeu completamente a visão após um grave acidente de trânsito.
O trauma provocou uma lesão irreversível no nervo óptico do olho esquerdo, impedindo que os sinais captados pelo olho fossem enviados ao cérebro. Apesar disso, algumas estruturas oculares permaneceram preservadas.
O olho direito também apresentava problemas. A paciente tinha uma maculopatia e sofreu danos que comprometeram a retina e a transparência da córnea.
Como foi realizado o transplante inédito?
Os médicos aproveitaram tecidos saudáveis do olho esquerdo, que já não tinham função visual, e transferiram um bloco anatômico completo para o olho direito.
O material incluía a córnea, a esclera, a conjuntiva e, pela primeira vez em um procedimento desse tipo, a parte central da retina, conhecida como mácula.
A técnica foi desenvolvida pelo professor Michele Reibaldi e sua equipe médica em Turim.
Por que a cirurgia era considerada impossível?
De acordo com o Hospital Molinette, a paciente não poderia realizar um transplante tradicional de córnea porque havia destruição completa da região que contém células-tronco necessárias para a recuperação.
A nova abordagem permitiu superar essa limitação ao utilizar diferentes estruturas do próprio olho da paciente.
O que representa o procedimento para a medicina?
O transplante abre uma nova possibilidade de tratamento para casos complexos de perda de visão, especialmente quando há danos em diferentes partes do olho.
Apesar de ser um avanço, novas avaliações serão necessárias para acompanhar a evolução da paciente e entender os resultados da técnica em outros casos.
Fonte: potal G1

