"Amor ou o litrão" teve só duas opções na gravação: teclado ou computador. A música de Petter Ferraz e Menor Nico dispensa instrumentos orgânicos e segue a receita sintetizada da bregadeira. O estilo surgiu em 2013 na Bahia e comeu pelas beiradas até chegar com força nacional a 2021.

 

O ritmo é uma versão mais acelerada e dançante do brega, com toques do arrocha, do pagodão baiano e do funk que chegou do Rio e de São Paulo.

 

A bregadeira reforça a onda eletrônica no pop do Nordeste, que inclui a pisadinha, o brega-funk e a arrochadeira. Os ritmos se assemelham no som e na filosofia: produções acessíveis, de estúdios caseiros, com o som reforçado para tocar em "paredões" (caixas que embalam festas de rua).

 

As paradas nacionais estão cheias de novos artistas de bregadeira. Além do "Amor ou o litrão", dos baianos Menor Nico e Petter Ferraz, há nomes como o cearense MC Rogerinho, o potiguar Jeff Costa e o paraibano Dodô Pressão ("Resenha").

 

A levada ficou tão popular que atrai famosos de outros estilos. O sertanejo Zé Felipe, filho de Leonardo também, o funkeiro Kevinho se juntou ao hitmaker do arrocha Tierry. Até o MC carioca Biel aprendeu a bregadeira com a namorada baiana Tays Reis em "Artigo 157".

 

Quem criou a batida e popularizou o nome do estilo, em 2013, foi o baiano Rosemildo Duarte, conhecido como Boyzinho, O Rei da Bregadeira. Ele nasceu em Camaçari, no litoral baiano, mas fez a carreira em Vila do Poço, no interior do estado. A bregadeira era uma resposta ao funk que chegava com força de São Paulo. 

 

 

FONTE: G1